Tatame também abriga aula para vida
Folha de S. Paulo – Domingo, 11 de maio de 2008
do enviado a Tóquio
O fundador do judô, Jigoro Kano, era educador e foi dono de escola de inglês antes de abrir sua academia. O “Pelé do tatame”, Yasuhiro Yamashita, invicto ante estrangeiros nas 559 lutas que fez, atualmente ensina na graduação de professores em uma facultade de educação física.
Um exemplo remoto e um atual ilustram a ligação entre a modalidade e o ensino. Um vínculo tão forte que leva o país de maior êxito nos tatames a ter o judô como disciplina escolar.
No Japão, que tanto se orgulha de ser o berço de uma das raras modalidades olímpicas em que os contendores se curvam em sinal de respeito antes e após o combate, o judô transcende a importância esportiva.
“Uma das razões do sucesso du judô no Japão é o fato de ser incentivado nas escolas. Passa valor educacional, calcado na humildade e no espírito esportivo. Tem apoio da sociedade”, diz Yamashita, dono de um ouro olímpico e nove Nacionais na classe sem limite de peso.
Hoje docente na Universidade de Tokai, ele vai à etimologia do termo judô para explicar sua influência na sociedade.
“O significado de 'Do' é 'caminho'. Os valores transmitidos pelo esporte se aplicam à vida de muitos japoneses.”
Os valores a que ele se refere são resumidos na fórmula “melhor uso da energia e bem-estar mútuo”, cunhada pelo fundador do judô, Jigoro Kano, para nortear a modalidade.
“Significa conseguir o resultado máximo com o mínimo uso de força e valorizar o oponente. Sem ele um judoca não tem como evoluir”, conta o professor Naoki Murata, curador du museu do Kodokan, instituto fundado por Kano em 1882.
Na prática, diz ele, com autoridade de faixa-preta 7º dan, isso aparece na incessante busca pelo ippon. “Ensinamos a busca pelo golpe perfeito. Por isso, nos eventos japoneses não há koka [menor pontuação internacional, atribuída ao atleta que faz o rival cair sentado].”
De fato. Nas mais de três horas de treino de luta que a Folha presenciou em Tokai, com os 65 faixas-pretas da equipe nas quatro categorias acima de 81 kg, os judocas sempre buscaram técnicas para finalizar os combates de maneira súbita.
Golpes que costumam render menos pontos -catadas de perna e técnicas de projeção lateral- não foram vistos.
Quando atacados, os universitários não retraíam o corpo, abaixando o quadril de forma defensiva. Sempre tentavam posição para contragolpear.
“O objetivo é jogar, não fazer pontos. A responsabilidade do judô japonês é expandir isso, que é o judô correto. A questão não é vencer a luta, mas perseguir esse golpe”, resume Ken Agemizu, técnico de Tokai.
Com a diretriz, ele mantém na equipe até quem não tem ambição no plano esportivo.
É o caso de Kentaro Kodoma, 21, que já abandonou há tempos o sonho de chegar à seleção. “É meu último ano como competidor universitário. Quero me formar e ensinar o judô para crianças”, comenta o estudante de educação física.
Ele avalia que o judô o tornou mais esforçado e disciplinado, o que tentará transmitir aos seus alunos. A missão que o futuro professor se impõe é realizada diariamente no Kodokan, berço da modalidade.
Foi em sua academia que Jigoro Kano rompeu com a tradição dos mestres do jiu-jitsu japonês e, em vez de transmitir secretamente as técnicas para apenas seu discípulo mais graduado, democratizou o ensino.
“Kano ensinou também às mulheres. E, como falava inglês perfeitamente, exportou o judô”, comenta Murata, para narrar como e por que o judô suplantou o jiu-jitsu no Japão.
Hoje, meninos e meninas, a partir dos quatro anos, dividem o tatame do Kodokan nas aulas para iniciantes.
Apesar de preservar as tradições, a academia é permeável a novidades vindas do exterior, como relata Mikihiro Mukai, chefe do treinamento infantil.
“Em 12 anos como treinador da seleção júnior feminina, notei que as crianças se divertiam mais nas aulas fora do Japão do que aqui, onde são ensinadas de forma mais severa e disciplinada. Quando assumi o posto no Kodokan, em 2005, mudei um pouco as aulas, estimulando o lado lúdico, orientando as crianças a imitar bichos como gorila, canguru, rã, camarão...”
Deu certo. Hoje há mais crianças na academia. E elas aprendem brincando. Imitações de animais são as posições usadas nos golpes mais tarde.
Mas a influência estrangeira demandou uma contrapartida.
Com a profusão de golpes “importados” de outras lutas nos eventos internacionais, em que raramente os mais novos têm condições de ver algumas técnicas “puras”, a solução foi incentivar eventos de kata -- luta simulada, com demostração de golpes em duplas.
“É o básico da modalidade. Incentivamos a presença das crianças nos torneios de kata, para que vejam as técnicas perfeitas”, conta o 8º dan Saburo Matsushita, diretor de instrução do Kodokan. (LUÍS FERRARI)
Kodokan, Tóquio - Janeiro, 2006
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- Music:Fórmula 1
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(La etimología no es segura - es solo una entre varias posibilidades - suena sin embargo simpática - le quita antipatía y grandilocuencia a la palabra "España" y hace pensar en las deliciosas preparaciones de conejo que aún hay allá.)
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Otra etimología - esta más segura: Cartago (de donde Cartagena) - del fenicio Kart Jadasht - similar de nuevo al hebreo moderno Kirya Hadasha - ciudad nueva.
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Wadi al Yihara - río de piedras
Wadi al Qabir - río grande
Nablus - ciudad nueva
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(...)
He brought a glass of beer for her too, and she drank it at his bidding. In the dark compartment of the train he made a pillow for her head on his shoulder. He did not know whether she was asleep or awake, and she herself scarcely knew it.
(...)
He read a portion of it everyday. At first he had contented himself with the illustrations, and now when he thought of America it seemed to him that the trees there were not green, the meadows not brightly colored, the sky no longer blue, but that all American life was deployed against a polished and elegant chiaroscuro as in the brownish grey photographs, or against the sharp contours of the delicately limned pen-drawings. Later on, however, he became absorbed in the text.
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¿Cómo hablar de blogs sin caer en banalidades y cosas obvias?
¿Cómo detectar la cantidad de pre-blogs que hubo en la historia (Jabès, Borges, el Talmud de Babilonia, los cuentos homéricos) y entender que simplemente se potenciaron? ¿Cómo capturar el esplendor de lo fugaz, de lo diario? ¿Cómo evitar la discusión (jartísima) de los derechos de autor?
Lo divertido: el gato Plinio apareciendo (pixelado) en la pantalla, la cara de aburrición absoluta de Javier (también pixelado) - aburrición que hacía eco del ambiente del evento en Bogotá, y el twitter de Javier en la pantalla, que tenía a la gente medio confundida (¿por qué salen avillavecesn? ¿Wallace? ¿Javier estaba tecleando eso todo el tiempo? - me divertí cantidades con las múltiples interpretaciones que dieron al twitter quienes no conocen el twitter).
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Alexandre Franc and Arnaud Bureau's Mai 68 - histoire d'un printemps is a fantastic read for these days. We keep hearing all sorts of things about May 68 - from accounts of heroism to description of the beginning of a decline. I suckled on May 68 during my infant years: parts of the dream were alive in my household (I was born in June 68!) - my recollections of my very early years are all marked by local aftershock waves of May 68 (we lived a block away from National University, where my father worked and my mother was a student - the local émeutes [pedreas] often ended with students taking refuge in our apartment, and with long long discussions I could not really understand, young bearded men with thick eyeglasses dressed in long jerseys, young women in miniskirts and funnily made up hair - the whole lot of them smoking endlessly and discussing la cuestión).
Then, trying to understand what really happened 40 years ago. Sarkozy, with many others, claims the beginning of a decline (in society, in education, in respect) started then - part of his election platform had to do with "throwing away the horrendous legacy of May 68". Many responses to that - one of them, intriguing to me, by Alain Geismar, says “As a divorced man, Sarkozy couldn’t have been invited to dinner at the Élysée Palace, let alone be elected president of France,” Mr. Geismar said. Both the vivid personal life and political success of Mr. Sarkozy, with foreign and Jewish roots, “are unimaginable without 1968,” he said. “The neo-conservatives are unimaginable without ’68.”
Many many other things beyond Sarkozy's lifestyle as a French president, or even beyond France itself, were galvanized by that upheaval - in many parts of the world. Even the weariness with the 68 legacy.
Click on the images to go the bande dessinée - it is really worth a little of your time, if the subject interests you.
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Some are perhaps more poetic - depending on your eye:
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Click on the image to listen!
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- Music:La 33 - Soledad
Here is an interesting video of parkour in Bogota - at Salmona's building in National University and other locations in the city.
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eco de Mustaa (María Clara Cortés, foto tomada el 16.4.2008)
Bogotá en general es una ciudad bastante fea. Hay avenidas espantosas, barrios enteros sin árboles (que si tuvieran vegetación serían diez veces menos feos), adefesios pseudo-arquitectónicos como el centro comercial Atlantis o el edificio Mario Laserna de la Universidad de los Andes. Pero rincones y vista y luz y árboles y montañas, cuando se las encuentra uno y las puede disfrutar (que no es todos los días) pueden salvar un poco el día.
Hay más fotos en Mustaa.
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Then in Finland back in 2007 the Lonely Planet was simply horrible. Extremely uninformative, full of false claims on opening times, bus or train routes, lots of imprecisions and a general lack of knowledge on the country that was more and more disturbing as we got to learn a little bit on Finland ourselves. At some point,
I believed that was a sort of exception - I also try to get info from various different sources. But this string of news seems to confirm the downward trend of Lonely Planet: El Tiempo, on the fake around the Colombia edition, an article in the Daily Telegraph, among other things.
Too bad. I hope they will get their act together at some point. For now, I will be very careful when buying guidebooks.
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A dream that caught my attention (it woke me up - and I remember it perhaps because of that): I was with a lot of people in a room that looked like the Marta Traba hall at Universidad de los Andes. The occasion was a concert - a piano recital. The pianist (who had not yet arrived) happened in the dream to be Alf Onshuus. The chancellor of the University was there, together with all the main academic authorities. At some point, I realized in the dream that Alf was about to arrive from the Chocó, directly to play for us. It was normal within the dream that Alf was also a great concert pianist. I remember being a bit surprised that people were calmly waiting, as if Alf's direct arrival from the Chocó had been a normal thing to happen.
When Alf arrived, of course he was not dressed as a pianist - obviously: nobody arrives from Alf's situation dressed as a concert pianist... Therefore, he had to go to the back of the room to change and put on the tuxedo. I took advantage of the moment to go greet him, and the dream became extremely emotional at that point: we embraced, and Alf seemed to be glowing with happiness about being back here - and I was incredibly glad. Somehow we began to talk and talk (and somehow the public was kept waiting) ... and I woke up with those images in my mind.
- Location:Bogotá
- Location:dira sheli
Meditación XVII ( En "Devotions Upon Emergent Occasions")
¿Quién no echa una mirada al sol cuando atardece?
¿Quién quita sus ojos del cometa cuando estalla?
¿Quién no presta oídos a una campana cuando por algún hecho tañe?
¿Quién puede desoír esa campana cuya música lo traslada fuera de este mundo?
Ningún hombre es una isla entera por sí mismo.
Cada hombre es una pieza del continente, una parte del todo.
Si el mar se lleva una porción de tierra, toda Europa queda disminuida,
Como si se tratara de un promontorio, o de la casa solariega de uno de tus amigos o la tuya propia.
Ninguna persona es una isla; la muerte de cualquiera me afecta porque me encuentro unido a toda la humanidad;
Por eso, nunca preguntes por quién doblan las campanas; doblan por ti.
John Donne (1572-1631)
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Y ahora es aún peor - no lo puedo creer. El país aparentemente al borde de una guerra - una guerra que creo que nadie quiere (ni venezolanos normales que buscan trabajar y sobrevivir, ni ecuatorianos - tan parecidos a nosotros en todo (uno ve fotos de Quito y puede casi decir en qué barrio de Bogotá serían) - ni colombianos). Pero aparecen por todos lados mapas de supuestas invasiones (Venezuela y Ecuador simultáneamente invadiendo Colombia, con ayuda de las FARC, con plan de desestabilización previo y todo - en Semana - un engendro del demonio con el estrambótico nombre de "Plan de Guerra Guaicaipuro"). Cada noticia parece peor que la anterior. ¿Computadores con cartas entre la cúpula de las FARC y Chávez o los asesores de Correa? ¿300 millones de dólares? ¿Supuestamente iban a liberar a Íngrid el 12 de marzo? ¿Por qué ese día - es acaso el cumpleaños de Chávez o del asesor de Correa? ¿Qué podemos esperar mañana? ¿Con qué ánimos voy a abrir de nuevo eltiempo.com, la gacetilla, elpais.com? ¿No puede aparecer por un día, por un solo día, una noticia decente, algo que no parezca aún peor que la víspera?
Antenoche domingo no pude dormir de verdad. Hablar con Alex me dejó más alterado que siempre. Entre vigilia y sueño (no era vigilia real pero no era sueño real) pensaba todo el tiempo que los aviones de Chávez (digo de Chávez - no de los venezolanos - me resisto a creer que ese personaje represente a los venezolanos maravillosos que he podido conocer en mi vida) - pensaba todo el tiempo que los aviones de Chávez iban a llegar esa misma noche a bombardear a Bogotá. Como vivimos no muy lejos del centro, pensé que no había caso, que seríamos borrados esa misma noche del mapa. Al otro día parecía ligeramente absurdo el sueño-vigilia (y espero que lo sea), pero seguía representando muy clara, muy nítidamente mi estado de ánimo actual. Puede pasar cualquier cosa. No sabemos qué pasa con Alf y Ana. No sabemos qué hacer por ellos. La información misma, nuestra voz, parece secuestrada. Nadie va a oír nada. Hacemos fuerza, constantemente, porque estén bien, porque los respeten, por hacerles llegar de alguna manera esa llama que está permanentemente prendida por ellos. Pero no sabemos nada, y cada noticia parece alejarnos más y más del día de volverlos a ver. Es terrible pensar eso, pero no veo absolutamente ninguna salida a este atolladero.
Pensar en matemática - en la medida de lo posible - ha sido la salvación para mí. Pensar en su proyecto de recorridos y arte ha sido (creo) la salvación para María Clara. Ir a las maravillosas charlas de Fernando sobre historia de la matemática en el siglo XX (qué lejos se ve ya ese siglo también horrendo, con sus abstracciones y sus auto-referencias). Hablar y hablar de variedades riemannianas con Guillermo - enterarme de mil y mil cosas. Escuchar a Gian-Carlos dar su charla a los lógicos. Leer y releer a Udi, que realmente tiene visión de las cosas. Re-re-re-re-redescubrir la Finite Equivalence Relation Property de Shelah por ahí oculta. Saber que tengo que leer más física si quiero continuar lo mejor del trabajo reciente... y tener realmente poco tiempo (y paz mental) para hacerlo. Escribir notas para los estudiantes de lógica (motivados, entusiasmados, ojalá les dure eso) y enseñarles el teorema de Tarski y el de Gödel.
Y sí, soy afortunado. Una caja de Amazon llegó, portadora de maravillas. La Enciclopedia Romántica, de Novalis (sugerencia, ya varias veces, de Fernando). Leer cosas como true thinking appears like a creating - and is indeed such a thing. Untrue thinking appears as something other than it is. The former is at once thinking and nonthinking. (Indirect and direct.) me deja completamente intrigado. ¿Quién diablos puede escribir eso, antes de los 29 años? O por ejemplo Consciousness is nothing more than a sensation of the (algebraic) sense of comparison. - sense of relation. Arbitrary affections of this sense. Original relations-algebraic relations. Theory of living relations. Natural relations. Artificial relations. Synthetic relations. - Mystical theory of proportions. Consciousness is the substance of the senses-consequently its sensations are also substances, etc. Where there is a sense, there is also no consciousness. ¿Quién pudo ser realmente quien escribió esto - y mucho más, a sus 27 años, al final del siglo 18?
Las otras maravillas de la caja de Amazon fueron esta vez Los Sonámbulos, de Broch. Love, Sex, Tragedy - How the Ancient World shapes our lives, de Simon Goldhill, la edición de The Novices of Sais de Novalis con dibujos de Paul Klee, y el How Proust can change your life de Alain de Botton.
En noviembre andaba yo buscando la Enciclopedia de Novalis - decidí preguntar en la Central del Raval. La dependienta me miró malacarosa: ¿Novalis? ¿Quién es? Yo le expliqué que era un poeta romántico y me miró aún peor. Arqueó las cejas. Poeta romántico... estás en el lugar equivocado. La Central es un lugar serio. Aquí no vendemos ni Corín Tellado ni poetas románticos (dijeron sus cejas). Miró en el ordenador con cara de duda y desde luego se quedó aterrada al ver que sí tenían libros de Novalis en su base de datos. El Allgemeine Brouillon desafortunadamente estaba agotado. Cuando vio que mi pobre poeta romántico tenía títulos tan variados y en francés y en alemán le cambió el tono de las cejas. Me dijo que podían pedirlo a algún lugar, a alguna editorial. Yo le dije que salía de España al día siguiente. La pedantería de algunos vendedores de libros (sobre todo los que no saben de verdad) puede ser abismal.
Retorno a mis cosas. Creo que desde mañana no volveré a mirar noticias por la mañana. Mejor ir a la Universidad y jugar juegos de Ehrenfeucht-Fraïssé sobre cuantificadores generalizados monótonos con los jóvenes, o ir a desentrañar sentencias de Gödel con los más jóvenes, o leer a Novalis, o seguir cuadrando el espectro de estabilidad continuo con Alex. Y seguir pensando en Alf y en Ana María - buscándolos de maneras virtuales mientras se puede hacer algo de verdad.
- Location:Bogotá
When you come to sleep with me
wear a black dress
printed with strawberries
and a black wide-brimmed hat
decorated with strawberries
and hold a basket of strawberries
and sell me strawberries
tell me in a sweet high voice
strawberries strawberries
who wants strawberries
don’t wear anything underneath the dress
later
strings will lift you up
invisible or visible
and lower you
directly on my prick.
Translation - Linda Zisquit
Yes, in Hebrew it is even better. But the translation is powerful.
This post should best have been in Nuemus. María Clara found out about Yona Wallach in an Italian program on literature called "Uomini e Profeti" - a program she follows carefully every week. There was a series on Hebrew poetesses for some time - and at some point they spoke about Yona Wallach. This was one of the occasions when we both want to write posts about somethings - this time María Clara told me to just write the post here...
Here are translations of her poems Masturbation, Strawberries and Hebrew, and also the originals in Hebrew. Enjoy the counterpoint of images, the rhythm, the sound in Hebrew if you can, the words in English.
Yona died quite young, in 1985. She conjures up images of my beloved Tel Aviv - a city where we spent little time, but which played an extremely important role in our lifes in the summer of 1997. Few cities I know are more sexualized than some parts of Tel Aviv. My yearning for the few times (we were poor, we took the bus in the morning in Jerusalem and returned in the evening, we had no money to stay there - I just brought 648 (or 300, or the series on ST_2, or whatever else) to the beach and spent with María Clara incredible days of proving or disproving lemmas or corollaries, all mixed with sand, and swimming and watching the crowd).
There are songs based on Yona's poems - perhaps the nicest one is this one María Clara found on youtube:
- Location:Bogotan asunto
- Music:Rona Kenan singing Yona Wallach's Cassius
Que cherche en mon palais ce mortel téméraire ?
Ose-t-il en troubler le silence éternel ?
Prévoit-il ce qui suit son dessein criminel ?
Connaît-il le danger qu'on court à me déplaire ?
ORPHÉE
Je ne viens point ici, Monarque des Enfers,
Pour faire aucune violence
Aux lieux soumis à ta puissance,
Ni poussé du désir d'apprendre à l'Univers
Qu'Orphée a mis Cerbère aux fers.
(...)
PROSERPINE
Donne relâche à tes soupirs,
Raconte tes malheurs sans crainte,
Je partage tes déplaisirs.
(...)
ORPHÉE
(...)
Redonne-lui la vie ou m'ôte la clarté
- Location:Bogotan asunto